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	<title>Paraty em Foco 2009</title>
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	<description>Cobertura coletiva</description>
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		<title>Mataram o Glauco. Sacanagem!</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 19:17:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo  Muylaert</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://1.bp.blogspot.com/_EUYMuCgmTIc/S5qTNTTXqVI/AAAAAAAAAzo/_2jdUG_HU34/s1600-h/glauco.jpg"><img style="margin:0px auto 10px;text-align:center;cursor:pointer;cursor:hand;width: 340px;height: 220px" src="http://1.bp.blogspot.com/_EUYMuCgmTIc/S5qTNTTXqVI/AAAAAAAAAzo/_2jdUG_HU34/s400/glauco.jpg" border="0" alt="" /></a>
<div><img width="1" height="1" src="https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5511876416139237133-857652627472063512?l=camera16.blogspot.com" alt="" /></div>
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		<title>México e China se unem para promover exposição de Tina Modotti em Pequim</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 17:15:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Rabelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>

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		<description><![CDATA[ © Foto de Edward Weston. Tina Modotti, 1924.
México e China se uniram para promover a exposição da fotógrafa Tina Modotti, grande expoente da cultura mexicana. Os governos desses dois países inauguraram nesta última quarta-feira, a exposição da artista em Pequim, no âmbito do bicentenário da independência da nação latino-americana. A exibição foi aberta pelo Embaixador do México na China Jorge Guajardo, apresentando mais de 26 imagens captadas pela artista italiana. A mostra estará em cartaz até o dia 18 de abril de 2010, em seguida, vai para a cidade ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><a href="http://4.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/S5p26pDtOeI/AAAAAAAAJok/qIi_7lfWR48/s1600-h/Foto+de+Edwad+weston+Tina+Modotti,1924.jpg"><img alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/S5p26pDtOeI/AAAAAAAAJok/qIi_7lfWR48/s320/Foto+de+Edwad+weston+Tina+Modotti,1924.jpg" border="0" /></a><span> © Foto de Edward Weston. Tina Modotti, 1924.</span></p>
<div align="justify">México e China se uniram para promover a exposição da fotógrafa <strong>Tina Modotti,</strong> grande expoente da cultura mexicana. Os governos desses dois países inauguraram nesta última quarta-feira, a exposição da artista em Pequim, no âmbito do bicentenário da independência da nação latino-americana. A exibição foi aberta pelo Embaixador do México na China Jorge Guajardo, apresentando mais de 26 imagens captadas pela artista italiana. A mostra estará em cartaz até o dia 18 de abril de 2010, em seguida, vai para a cidade de Xangai, nos meses de maio e junho. Tina Modotti era conhecida como uma proeminente fotógrafa italiana nascida na cidade de Udine em 1896 e profundamente envolvida com o México. Tina foi amiga de Diego Rivera, David Alfaro Siqueiros, entre outros grandes artistas. Modotti tornou-se um membro do Partido Comunista Mexicano, em 1927 e foi uma ativista política comprometida até a sua morte no México, em 1942. Recentemente outra exposição em homenagem a Tina foi exibida em Havana. Leia mais <a href="http://imagesvisions.blogspot.com/2010/01/festival-cubano-exibe-obra-da-fotografa.html">Aqui</a></div>
</div>
<div><img width="1" height="1" src="https://blogger.googleusercontent.com/tracker/228587599448534889-3863117199912985994?l=imagesvisions.blogspot.com" alt="" /></div>
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		<title>Visa pour l’ Image</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 13:20:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Rabelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>

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		<description><![CDATA[ © Foto de Jacques Grison. Mina de carvão de Moselle, 2004.
Com o apoio da Delegação Geral da Aliança Francesa no Brasil, a exposição intitulada “Visa pour l’ Image” será inaugurada na próxima terça-feira, dia 16 de março, às 19 horas, no Centro Cultural Justiça Federal, no Rio. A mostra vai apresentar os trabalhos “Jeunesse dorée”, de Marie-Paule Nègre e “Nous n’ irons plus à la mine – les derniers mineurs de charbon”, de Jacques Grison. Ambos apresentam temas contemporâneos, norteados pela estética francesa denominada Novo Documentário. O festival “Visa ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><a href="http://2.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/S5o_nkf_EoI/AAAAAAAAJoc/V-4z3tiGu7M/s1600-h/jacques_grison1.jpg"><img alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/S5o_nkf_EoI/AAAAAAAAJoc/V-4z3tiGu7M/s320/jacques_grison1.jpg" border="0" /></a><span> © Foto de Jacques Grison. Mina de carvão de Moselle, 2004.</span></p>
<div align="justify">Com o apoio da Delegação Geral da Aliança Francesa no Brasil, a exposição intitulada “Visa pour l’ Image” será inaugurada na próxima terça-feira, dia 16 de março, às 19 horas, no Centro Cultural Justiça Federal, no Rio. A mostra vai apresentar os trabalhos “Jeunesse dorée”, de <strong>Marie-Paule Nègre</strong> e “Nous n’ irons plus à la mine – les derniers mineurs de charbon”, de <strong>Jacques Grison</strong>. Ambos apresentam temas contemporâneos, norteados pela estética francesa denominada Novo Documentário. O festival “Visa pour l’ Image”, criado nos anos 80 na cidade de Perpignan, na França, dedica-se, todos os anos a registrar os grandes acontecimentos do fotojornalismo mundial, através das lentes dos fotógrafos participantes. É um importante festival francês que apresenta e premia o melhor do fotojornalismo mundial. Até 16 de maio de 2010. Centro Cultural Justiça Federal. Av. Rio Branco, 241 – Centro, Rio de Janeiro / RJ. Aberto de terça a domingo, das 12h às 19h. Tel. (21) 3261-2550. Visitas orientadas – Tel (21) 3261-2552. </div>
</div>
<div><img width="1" height="1" src="https://blogger.googleusercontent.com/tracker/228587599448534889-7499429310421177672?l=imagesvisions.blogspot.com" alt="" /></div>
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		<title>Diane Arbus, por Juan Esteves</title>
		<link>http://www.paratyemfoco.com/blog/2010/03/revelations-por-juan-esteves/</link>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 13:10:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>estudiomadalena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Headline]]></category>

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		<description><![CDATA[Porque sim, nosso colunista se volta para a fotógrafa que, se estivesse viva, completaria 87 anos no próximo domingo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É difícil não começar a história de Diane Arbus pelo seu fim. Suas imagens estão intrinsicamente ligadas a ele: Diane se matou aos 42 anos, em 1971. Da sua vida incomum extraiu um cânone de imagens que tornaram-se um legado extraordinário à história da fotografia, uma ponte entre a antropologia e a arte.</p>
<p>Diane Nemerov nasceu numa rica família judia e desde pequena viveu as diferenças da sua posição social. Os avós paternos não eram da mesma casta que os maternos. Uma questão de hierarquia, não só judaica mas social, na livre América do início do século 20.</p>
<p>Sua biografia &#8220;não autorizada&#8221; foi escrita por Patricia Bosworth, ex-modelo da fotógrafa. Suas filhas e o seu marido, o também fotógrafo Allan Arbus, não deram depoimento, muito menos autorizaram o uso de suas imagens pessoais. As poucas conhecidas foram cedidas pelo irmão, o poeta Howard Nemerov (1920-1991) e por amigos.</p>
<p>De Algernon  Black (1901-1993), seu professor na Ethical Culture Fildston School, de Nova York, Diane aprendeu que os mitos não são inventados, mas sim inspirados. Também aprendeu que eles vêm das mesmas fontes dos sonhos: &#8220;Um sonho é uma coisa pessoal. O mito é o sonho da sociedade e se preocupa com os mistérios da vida. Não  se pode interpretar as imagens concretamente&#8221;. Paradoxalmente, foi isso que ela tentou em sua curta existência.</p>
<p>Diane conheceu Allan Arbus na loja de seus pais, onde ele trabalhava, e lá iniciaram um romance que a influenciaria até mesmo em seu modo de vestir: aboliu as roupas caras, não usava meias, nem mesmo se depilava. Alguns amigos diziam que também não usava desodorante e que tinha um odor &#8220;peculiar”. Em 1941, casou-se  ainda menor de idade numa simples cerimônia judaica. Seu empenho foi tanto, que chegou a aprender a cozinhar com as amigas. De presente da mãe, ela ganhou roupas por 5 anos e uma empregada por um ano.</p>
<div id="attachment_6261" class="wp-caption alignnone" style="width: 490px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/03/d0002457_47289a24a1984.jpg"><img class="size-full wp-image-6261" title="d0002457_47289a24a1984" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/03/d0002457_47289a24a1984.jpg" alt="Foto: Diane Arbus" width="480" height="474" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Diane Arbus</p></div>
<p>Allan Arbus havia se tornado fotógrafo do exército americano em 1940. Depois de sua baixa, seguiu a carreira na publicidade e editorial. Os Arbus trabalharam para várias revistas e a entrada de Diane no mundo da moda, como assistente do marido, iria impulsionar sua carreira, ao mesmo tempo que a tornaria  infeliz. A “frivolidade” do meio deixava-a mais deprimida do que nunca. Era um dilema estar trabalhando como assistente e cuidar da casa.</p>
<p>A parceria com Diane era fundamental para o resultado das fotos de Allan. Ela foi muito mais que uma assistente: era produtora, diretora de criação, stylist e cenógrafa. Isso levaria ao sucesso da dupla –  para alguns historiadores, no entanto, a participação do casal não foi tão relevante assim.</p>
<p>Mesmo com o sucesso no editorial e na publicidade, Diane abandonou a fotografia de moda – por absoluta incompatibilidade – e passou a se dedicar ao próprio pensamento. É depois deste momento que ela resolve procurar a austríaca Lisette Model (1901-1933), para estudar. O apoio da consagrada fotógrafa aliviaria a culpa pelo seu gosto pelo &#8220;estranho&#8221;, que sempre a atormentara.</p>
<div id="attachment_6260" class="wp-caption alignnone" style="width: 490px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/03/65a381b0c8a0a4d24472d110.L.jpg"><img class="size-full wp-image-6260" title="65a381b0c8a0a4d24472d110.L" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/03/65a381b0c8a0a4d24472d110.L.jpg" alt="Foto: Diane Arbus" width="480" height="494" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Diane Arbus</p></div>
<p>Nas aulas com Model, ela percebeu que seu &#8220;lado negro&#8221;, &#8220;esta atração pelo mal&#8221;, pelo estranho, eram reações que deveriam ser canalizadas para fotografias. Ela encontrou na fotógrafa uma mentora, no sentido amplo da palavra. A origem similar das duas as aproximou ainda mais: Model também vinha de família rica e ambas se arruinaram.</p>
<p>Marvin Israel (1924-1984), diretor de arte e artista plástico, e o fotógrafo Richard Avedon (1923-2004) tiveram grande influência sobre fotógrafa. Através de Israel, Diane conseguiu fazer vários trabalhos autorais para Squire e depois para a Bazaar (que, na época, representava o que havia de melhor no editoral. Ainda hoje, é considerada uma das melhores revistas de moda do mundo).</p>
<p>Admiradora confessa de Avedon, a recíproca era verdadeira. O grande fotógrafo também a admirava e sempre declarou isso. Distantes não só em seus personagens, Diane se importava mais com os &#8221; freaks&#8221; e retratar implicava numa relação mais longa. No oposto, para Avedon tudo acontecia rapidamente. Perguntado como tinha a sido a sessão de fotos, costuma dizer que não se lembrava.</p>
<p>Retratar os estranhos era um modo de admirar as pessoas que desafiavam as convenções, como ela mesma desafiava. Voltar à infância, quando esses &#8220;anormais&#8221; eram mantidos à distância. Essa &#8220;proteção&#8221;, que funcionava muito mais como repressão em sua cabeça, seria recorrente. Tímida, ao fotografar era o oposto. Foi expulsa de muitos lugares, devido a sua insistência. Uma grande mudança em seu trabalho se deu quando ela trocou o formato da câmera. Dizia que não aguentava mais a granulação do 35mm. A princípio ela mudou para uma Roleiflex 6X6, e depois para uma Mamya, também 6X6.</p>
<p>Diane Arbus  dizia que, quanto mais difícil, melhor a imagem, e que assim  também afastava seus clones. Queria a exclusividade do formato quadrado e um flash acoplado diretamente. Tinha crises quando via imagens semelhantes. A mudança no formato,  com imagens definidas, causou uma grande transformação, conceitual e pessoal. A realidade era mais &#8220;pulsante&#8221;.</p>
<p>A separação de Allan foi negativa. Havia o conflito das responsabilidades de criar as filhas (Doon e Amy)  e o trabalho e, embora sentisse ciúme das relações do ex-marido, colecionava uma série delas. Era comum fotografar sexo grupal, embora ela não o achasse erótico. Dizia que não tinha significado. Também era adepta do sexo casual,  tendo uma infinidade de parceiros,  até mesmo desconhecidos,  segundo declarações suas e de seus amigos mais chegados.</p>
<p>As idiossincrasias aumentaram e a preocupação com o destino de sua obra também. A partir da mostra <em>New Documents</em>, no MoMA, com a curadoria de John Szarkowski (1925-2007) – a quem estaria muito ligada –, os convites para expor, entrevistas e palestras aumentaram. Até mesmo os trabalhos. Szarkowski e Marvin Israel  foram os primeiros a reconhecer seu talento.</p>
<p>Preocupada com seus personagens e, muitas vezes, interagindo com eles, Diane podia ser pervesa e manipuladora.  Fotografou a escritora Jaqueline Susan (1918-1974), na época a rainha das histórias de sexo, de biquíni, no colo do marido. Nada exagerado para os dias de hoje, mas com efeito potente no final dos anos 60. Segundo o marido de Susan, Diane disse que a imagem era só para seu portifólio!</p>
<div id="attachment_6259" class="wp-caption alignnone" style="width: 490px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/03/41EAY3JCCEL._SS500_.jpg"><img class="size-full wp-image-6259" title="41EAY3JCCEL._SS500_" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/03/41EAY3JCCEL._SS500_.jpg" alt="&lt;em&gt;Diane Arbus, Revelations&lt;/em&gt;" width="480" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">Diane Arbus, Revelations</p></div>
<p>Com o sucesso no MoMA, vieram outras exposições e o reconhecimento. Suas imagens, juntamente com as de Gary Winogrand (1928-1984), Lee Friedlander e até mesmo Model (integrantes da chamada “Escola de Nova York”), foram marcos definitivos que mudaram a fotografia documental. Seus retratos formaram um novo cânone, ao transformar em arte a vida comum do homem moderno e ao expor as mazelas do <em>establishment</em> que, entre outras coisas, tenta renegar a anormalidade e esconder o estranho.</p>
<p>Deprimida (desde a infância ), Diane não lidava com a fama direito e rejeitava importantes convites de galerias e museus. Seu medo era ficar conhecida como a fotógrafa dos &#8220;freaks&#8221;. Era difícil lidar com a incompreensão da dimensão da sua obra. Também se queixava do seu  trabalho com os deficientes mentais (reunidos no  livro <em>Untitled</em>), sua última obra – não encontrava o eixo. Na verdade, os seus personagens eram impossíveis de serem manipulados. E isso a incomodava.</p>
<p>Diane foi encontrada em seu banheiro, com cortes nos pulsos. Oficialmente,  a causa da morte foi dada como envenamento por barbitúricos. Quem a encontrou foi Marvin Israel, uma das poucas pessoas em que ela se apoiava.</p>
<p>*Texto publicado na Revista Fotosite de março de 2005 e atualizado fevereiro de 2010 para o Paraty em Foco.<br />
**Agradecimentos especiais ao amigo, fotógrafo e bibliófilo Eduardo Muylaert que, em 2005, me emprestou o livro da Bosworth, mesmo correndo o risco de não recebê-lo de volta!</p>
<div id="attachment_6258" class="wp-caption alignnone" style="width: 490px"><a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/03/37b081b0c8a0a4d24472d110.L.jpg"><img class="size-full wp-image-6258" title="37b081b0c8a0a4d24472d110.L" src="http://www.paratyemfoco.com/blog/wp-content/uploads/2010/03/37b081b0c8a0a4d24472d110.L.jpg" alt="Foto: Diane Arbus" width="480" height="490" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Diane Arbus</p></div>
<p><em><strong>Juan Esteves, fotógrafo, vem escrevendo seus artigos desde 1988 na Folha de S. Paulo. Foi colunista da Revista Iris Foto e editor e colunista do Fotosite. É articulista da revista Fotografe Melhor e colaborador de textos e imagens para revistas como Mitsubishi, Living Alone, Viaje Mais e editora Cosac Naify. Agora, no blog do Paraty em Foco, Juan posta, todas as sextas-feiras, textos inéditos ou publicados – os últimos, com reedição e atualização feitas especialmente para este blog.</strong></em></p>
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		<title>Classe D, IstoÉ Dinheiro e Garapa</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 04:43:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Garapa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>

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		<description><![CDATA[O documentarista Eduardo Coutinho costuma dizer que nunca faria um trabalho sobre cineastas homens de classe média. O que interessa para ele é a diferença. Não que isso sirva de regra, mas concordamos que uma das características mais interessantes do trabalho documental é essa possibilidade de ver o(s) mundo(s), aprender com o contraste.
Passado o [...]
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O documentarista Eduardo Coutinho costuma dizer que nunca faria um trabalho sobre cineastas homens de classe média. O que interessa para ele é a diferença. Não que isso sirva de regra, mas concordamos que uma das características mais interessantes do trabalho documental é essa possibilidade de ver o(s) mundo(s), aprender com o contraste.<br />
Passado o [...]</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Entrevista com Joel-Peter Witkin</title>
		<link>http://www.paratyemfoco.com/blog/2010/03/entrevista-com-joel-peter-witkin/</link>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 03:03:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Belém</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>

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		<description><![CDATA[

O fotógrafo Guilherme Komel, durante o seminário “A invenção de um Mundo”, no Instituto Itaú Cultural (outubro de 2009), fez uma entrevista com Joel-Peter Witkin.
Komel tentou fazer o workshop de Witkin mas não conseguiu. Porém, sua determinação em conhecer o artista nos proporcionou uma entrevista bem interessante que é publicada com exclusividade aqui no Olhavê.
Veja aqui a cobertura do seminário feita por Georgia Quintas.

Fotos:  Guilherme Komel
Por Guilherme Komel.
Em uma manhã quente de Outubro recebo o e-mail que esperava. É a confirmação de que terei alguns minutos, no máximo 30, para ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--Searching /home/olhave/public_html/blog/wp-content/plugins/random-image-widget: found 14 images in 0.000102 seconds--><br />
<!---Displayed in 0.003064 seconds.--></p>
<p>O fotógrafo <a href="http://www.flickr.com/photos/gkomel" target="_blank"><strong>Guilherme Komel</strong></a>, durante o seminário “A invenção de um Mundo”, no Instituto Itaú Cultural (outubro de 2009), fez uma entrevista com <a href="http://www.olhave.com.br/blog/?p=3420" target="_blank"><strong>Joel-Peter Witkin</strong></a>.</p>
<p>Komel tentou fazer o workshop de Witkin mas não conseguiu. Porém, sua determinação em conhecer o artista nos proporcionou uma entrevista bem interessante que é publicada com exclusividade aqui no Olhavê.</p>
<p>Veja <a href="http://www.olhave.com.br/blog/?tag=as-invencoes-da-fotografia-contemporanea" target="_blank"><strong>aqui </strong></a>a cobertura do seminário feita por <a href="http://gquintas.wordpress.com" target="_blank"><strong>Georgia Quintas</strong></a>.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4813" src="http://www.olhave.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/witkin.jpg" alt="" width="398" height="400" /></p>
<p><span>Fotos:  Guilherme Komel</span></p>
<p>Por <span>Guilherme Komel</span>.</p>
<p>Em uma manhã quente de Outubro recebo o e-mail que esperava. É a confirmação de que terei alguns minutos, no máximo 30, para conversar com Joel-Peter Witkin. Rapidamente peguei minhas coisas e fui para o hotel indicado. Chegando lá, aprontei o set: um tripé, uma filmadora, um pequeno caderno para anotações e, claro, um livro para ser autografado. Minutos depois, Witkin desce ao lobby do hotel, falamos brevemente e começamos um papo.</p>
<p><span><strong>Guilherme Komel</strong></span> <strong>Você prefere que o eu o chame de Witkin ou &#8230;</strong></p>
<p><strong><span>Joel-Peter Witkin</span></strong> Claro que não! Só minha minha mãe me chama pelo meu sobrenome, apenas Joel, por favor.</p>
<p><span><strong>Guilherme  Komel </strong></span><strong>O que o traz a São Paulo?</strong></p>
<p><strong><span>Joel-Peter  Witkin </span></strong>Bem, eu fui convidado para um evento em São Paulo, e eu já sabia sobre o evento meses atrás por causa dos e-mails com todas as informações (sobre o evento). Já estive em São Paulo antes, 11 anos atrás e naquela ocasião um documentário foi feito sobre mim e meu trabalho. Iniciou-se em São Paulo e depois continuou na Europa, Albuquerque (EUA) e nos leste europeu também. Eu realmente gosto de São Paulo, a última vez que estive aqui, não fiquei nesta zona nobre (ele estava hospedado nos Jardins), eu estava em outra parte da cidade que não tenho a menor idéia de onde era. Eu lembro que era perto de um museu com paredes de vidro.</p>
<p><span><strong>Guilherme  Komel </strong></span><strong>E nesta ocasião, você fotografou pessoas aqui em São Paulo?</strong></p>
<p><strong><span>Joel-Peter  Witkin </span></strong>Sim, fotografei em São Paulo e foi bom para o cinematografista (que estava fazendo o documentário), mas péssimo para mim, pois nada funcionou. Nada. Eu estava praticamente batendo minha cabeça na parede. Pretendo mostrar este vídeo amanhã durante o workshop.</p>
<p><span><strong>Guilherme  Komel </strong></span><strong>O que você irá ensinar em seu workshop?</strong></p>
<p><strong><span>Joel-Peter  Witkin </span></strong>Bem, eu não sou um professor.</p>
<p><span><strong>Guilherme  Komel </strong></span><strong>Mas você é um mestre, no entanto.</strong></p>
<p><strong><span>Joel-Peter  Witkin </span></strong>Um mestre, não sei do que você está falando&#8230; Eu me xingo todos os dias, me amo e me odeio, amo e odeio o que faço mas acho que isto é normal, pois você deve se colocar no centro e se desafiar. Se você não se desafia&#8230; digo, quebrar as regras para produzir algo bom e novo. Algumas vezes eu faço escolhas ridículas, mas eu sou um apostador, um apostador visual. Algumas vezes a resultado é fantástico.</p>
<p><span><strong>Guilherme  Komel </strong></span><strong>Então existem fotos que você produz e nunca publica?</strong></p>
<p><strong><span>Joel-Peter  Witkin </span></strong>Claro! Eu imprimo cerca de 12 imagens finais por ano&#8230; no máximo.</p>
<p><span><strong>Guilherme  Komel </strong></span><strong>Cópias?</strong></p>
<p><strong><span>Joel-Peter  Witkin </span></strong>Não, não diga cópias. Veja, &#8220;cópia&#8221; significa algo repetível, como se fossem impressas.</p>
<p><span><strong>Guilherme  Komel </strong></span><strong>Então você não considera o seu trabalho como a produção de &#8220;ready-mades&#8221;?</strong></p>
<p><strong><span>Joel-Peter  Witkin </span></strong>Claro que não! Eu penso que primeiro a idéia, depois o rascunho e finalmente fazendo a foto e aí o negativo é a &#8220;porta&#8221; que abre para a realidade que eu quero mostrar. E muita gente pensa que a câmera, basicamente, captura a imagem &#8211; trabalhos muito bonitos já foram feitos assim &#8211; mas a câmera basicamente captura a imagem. Normalmente, uma vez que eu tenha chegado ao negativo eu interfiro no negativo. Uso químicos nele, arranho e algumas vezes eu os imprimo em vidro. Pois eu posso gerar manchas e marcas no vidro que não poderia fazer no negativo por que isto arruinaria o negativo. Assim eu posso experimentar diversas possibilidades que não seriam possíveis no negativo apenas. Então uso o vidro para efetuar a ampliação e normalmente gasto cerca de 20 minutos apenas no trabalho de &#8220;dodge and burn&#8221; e uso materiais como tecido. Quando eu processo a ampliação também uso químicos para atingir o resultado esperado. Assim eu produzo o &#8220;master print&#8221; e é quando eu considero que tenho a imagem que pretendia, mas a câmera sozinha não poderia ter me dado.<span><strong></strong></span></p>
<p><span><strong>Guilherme  Komel </strong></span><strong>Neste sentido você se considera um artista ao invés de fotógrafo?</strong></p>
<p><strong><span>Joel-Peter  Witkin </span></strong>Não, absolutamente diferente: me considero um fotógrafo, pois fotógrafos considerando a si próprios artistas é basicamente um tipo postura pós-moderna. Eu tenho uma graduação em fotografia e escultura e gosto de escrever. Mas não me considero nada além de um fotógrafo que consegue, quiçá, por causa do meu treinamento e de ter devotado minha vida à fotografia, expressar minhas emoções de uma maneira física.</p>
<p><span><strong>Guilherme  Komel </strong></span><strong>Isto me leva para próxima pergunta: por que você produz as imagens que produz?</strong></p>
<p><strong><span>Joel-Peter  Witkin </span></strong>Eu não tenho outra escolha! Eu acredito que a minha vida e as minhas fotografias são inseparáveis. Em outras palavras, enquanto faço as fotos, e eu acho que isto é verdade para a maioria dos artistas verdadeiros, não em uma base diária, mas através de uma descoberta visual através do anos. Duas coisas acontecem em meu trabalho, comecei a fotografar quando tinha 11 anos e agora estou com 70 anos então tive muito tempo para fazer fotos e pensar sobre as coisas e aumentar o nível de amor. Muitas pessoas pensam que minhas fotografias são muito &#8220;dark&#8221; e “blab la bla”, mas na verdade elas não são. Nas fotografias que eu faço minha intenção é mostrar os nossos tempos, o presente tempo que estamos vivendo na Terra, baseado na história da civilização ocidental. Isto significa que eu tenho que viajar, eu acabo de chegar de um trabalho em Bogotá que durou 1 mês, e depois fui a Paris e de lá para São Paulo. Eu estava fotografando prostitutas e colocando estas prostitutas em metáforas que eu criei. Levo comigo os &#8220;sets&#8221; de estúdio para fotografar e pago as modelos. Em Bogotá algumas das prostitutas faziam sexo pelo equivalente a 2 dólares &#8211; preço de uma casquinha de sorvete. Realmente me partiu o coração saber que uma das prostitutas mais velhas estava se aposentando após 20 anos. Eu as mostrei o rascunho e, claro elas estavam interessadas no dinheiro (eu iria pagá-las 200 dólares) e, após 1 hora de maquiagem e sem roupa pareciam donas de casa. A foto se chama &#8220;Duas prostitutas adorando a virgem&#8221;, em outras palavras, a mãe de Cristo. Então ai você têm duas pessoas que trabalham com sexo, dentro da metáfora, elas estão adorando a virgem. E ninguém, até onde eu saiba, produziu uma imagem assim. Isto é o que eu basicamente faço. Eu leio muito e penso muito.</p>
<p><strong><img class="size-full wp-image-4814  aligncenter" src="http://www.olhave.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/Witkin_Workshop©edouard_fraipont-9_1.jpg" alt="" width="500" height="332" /></strong></p>
<p><span>Foto: Edouard Fraipont | Witkin fazendo leitura de portfólio<br />
</span>
</p>
<p><span><strong>Guilherme  Komel </strong></span><strong>Que tipos de livro você lê?</strong></p>
<p><strong><span>Joel-Peter  Witkin </span></strong>Eu gosto de histórias curtas de qualquer tipo, especialmente algumas histórias japonesas, de indíos americanos e russas. Por que histórias curtas? Porque elas contém uma história que é potente e comprimida, mas que se entende. Assim como uma fotografia.</p>
<p><span><strong>Guilherme  Komel </strong></span><strong>Você lê filosofia?</strong></p>
<p><strong><span>Joel-Peter  Witkin </span></strong>Eu leio filosofia mas, normalmente, eu leio sobre filósofos. Mas, principalmente eu leio sobre a religião católica e a história da igreja Católica. Pois eu sou católico, embora meu pai fosse judeu. A maior parte do meu trabalho, interiormente, possui esta base. Quero dizer, você é aquilo em que acredita. Você produz aquilo que acredita. E se alguém é muito imaturo, muito jovem ou &#8220;fucked up&#8221; aquilo que ele produz vai refletir isto. Mas se alguém &#8216;&#8221;screwed up&#8221; de uma maneira bonita, magnífica como o Van Gogh então este talento irá ser muito poderoso. Mas não temos muitos Van Goghs no mundo.</p>
<p><span><strong>Guilherme  Komel </strong></span><strong>Não é apenas trabalho duro que torna alguém Van Gogh&#8230;</strong></p>
<p><strong><span>Joel-Peter  Witkin </span></strong>Eu acho que é &#8220;providential&#8221; (oportuno / feliz). Eu realmente acho que todos nós recebemos coisas positivas que podemos usar &#8211; talentos &#8211; e também recebemos &#8220;tragédias pessoais&#8221; que temos que lidar. Boas e má coisas. E a vida na Terra é um desafio para, basicamente, superar a parte problemática, egoísta e desenvolvermos a compaixão e o autruísmo. Por que se alguém possui compaixão e é autruista, eu não quero dizer dizer que não possuem bens. Todos temos que possuir algumas coisas para poder viver nesse mundo, mas temos que colocar qualquer pessoa que podemos pensar no mesmo nível em que estamos. No momento em que se pensa que se é melhor do que outra pessoa se destrói a razão fundamental para se fazer arte que é educar e melhorar o nível de &#8220;awareness&#8221; e sensibilidade da pessoa que está experimentando o trabalho (de arte).</p>
<p><span><strong>Guilherme  Komel </strong></span><strong>Você gosta de cinema?</strong></p>
<p><strong><span>Joel-Peter  Witkin </span></strong>Eu vou ao cinema pelo menos 1 vez por semana. Amo cinema.</p>
<p><span><strong>Guilherme  Komel </strong></span><strong>Já ouviu falar de um cinesta chamado Andrei Tarkovsky?</strong></p>
<p><strong><span>Joel-Peter  Witkin </span></strong>Já ouvi falar o nome, mas não tenho certeza se assisti. Estudei &#8220;filmologia&#8221; e amo a história do cinema. Recentemente vi um filme chamado &#8220;Fish Tank&#8221; de um diretor inglês. O novo filme do Tarantino eu assisti duas vezes, a idéia é esplêndida.</p>
<p><span><strong>Guilherme  Komel </strong></span><strong>Voltando ao seu trabalho, você se importa com a reação do público?</strong></p>
<p><strong><span>Joel-Peter  Witkin </span></strong>Eu não produzo para o público, eu produzo para mim mesmo. Mesmo que não houvesse uma audiência para minhas fotografias, e no começo eu fazia minhas fotos e guardava em uma caixa no armário, mas depois que frequentei a universidade e trabalhei dia e noite com fotografia e fui fotógrafo militar por 3 anos e usei estes anos para, 24 horas por dia e 8 dias por semana, entender como eu iria produzir fotografias que estivessem conectadas com minhas emoções. Isto significou que eu não precisava fazer fotografias que estivesse &#8220;no mundo&#8221; ao invés disto eu optei por trazer o mundo para mim.</p>
<p><span><strong>Guilherme  Komel </strong></span><strong>Genial&#8230;</strong></p>
<p><strong><span>Joel-Peter  Witkin </span></strong>Bem, a maior parte da fotografia, quando se pensa na história da fotografia foi feita em estúdio até o advento de câmeras pequenas como as Leica. Então foi possível outro tipo de fotografia através da velocidade das lentes e filme. Mas no meu caso isto não funciona. Eu considero que o que é feito no mundo, de maneira oposta à natureza (pois são duas coisas diferentes), esteticamente e culturalmente não é muito bom, estamos sempre falhando no mundo. Já a natureza é sempre genial, mas nós estamos destruindo a natureza, centenas de hectares de floresta tropical e do nosso próprio meio. Somos os únicos animais que amam a guerra e que torturam e talvez os únicos que produzem arte, não tenho certeza. Basicamente arte é uma forma de &#8220;rezar&#8221;, uma forma de santidade. Quando vou a museus, hoje estive em dois, gasto horas. Estive na fundação Cartier-Bresson em Paris e estavam expostas cerca de 125 fotos de August Sander, nunca havia visto tantas fotos dele juntas, e foi uma revelação para mim. Eu conhecia o trabalho, já havia pesquisado o homem, mas ver o &#8220;prints&#8221; reais foi incrível.</p>
<p><span><strong>Guilherme  Komel </strong></span><strong>Por que você considera o trabalho dele brilhante?</strong></p>
<p><strong><span>Joel-Peter  Witkin </span></strong>Por que o objetivo do trabalho dele era fazer um retrato da nação alemã. E acho que ele obteve sucesso. Ele teve sucesso em gerar objetos de arte magnificamente compostos e com muita emoção. O trabalho têm a capacidade de entrar na consciência do observador e este é o grande truque. Eu creio que fazer arte significa que você conseguir fazer exatamente isto: transferir a consciência da sua alma para a consciência da alma do observador. Isto não acontece frequentemente. Veja o trabalho de Niemeyer, hoje eu vi o domo dele (no Ibirapuera) e aquilo é um belo trabalho de arquitetura e arte, já estive em outros prédios do Niemeyer em Berlim. Gastei uma semana no museu de arte moderna lá, é tão perfeito e tão bem construído. E ele ainda está vivo, até hoje têm mais de 100 anos e acaba de se casar novamente.</p>
<p><span><strong>Guilherme  Komel </strong></span><strong>Sobre seu trabalho, quando você sabe que algo está pronto? Quando você olha para algo e diz: isto está bom!</strong></p>
<p><strong><span>Joel-Peter  Witkin </span></strong>Mais do que isto, se eu parasse em &#8220;bom&#8221;, não seria bom o suficiente. Eu paro quando eu fico surpreso com a parceria entre fisicalidade do material fotográfico e aquilo que eu considero &#8220;providential&#8221;. Eu realmente penso que somos parte da criação, a criação não parou no sétimo dia. A criação é uma forma de existência espiritual, que considero melhor representado nas sociedades sob forma de referências estéticas. Isto mostra o quão importante e preciosa a arte é em nossa história. Eu gasto tempo no que eu considero, através do anos de trabalho e sentimento, coisas muito, muito bonitas. Penso que um grande trabalho de arte é uma reza, se não um sacramento.</p>
<p><span><strong>Guilherme  Komel </strong></span><strong>Existe muita religião em seu trabalho.</strong></p>
<p><strong><span>Joel-Peter  Witkin </span></strong>Existe religião em meu trabalho pois acredito que não sou um niilista, não sou um artista pós-moderno muito menos um mártir. Pois todas estas filosofias possuem a condição do materialismo, especialmente o relativismo que prega que tudo é bom a menos que eu não machuque o próximo. E isto não é uma condição boa para se viver, isto é uma rejeição a tudo o que possui propósito e significado, que nós fazemos nossas próprias leis nos tornando anarquistas. Isto não têm sentido para mim, nunca fez. O humanismo é basicamente uma maneira de racionalizar tudo. Isto é uma negação total a qualquer coisa supernatural. E eu não posso aceitar estes pensamentos.</p>
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		<title>A artista francesa Sophie Calle conquista o Hasselblad Award 2010</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 01:52:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Rabelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ © Foto de Sophie Calle. Imagem da série intitulada “Prenez Soin de Vous” , vencedora do Hasselblad Award 2010.

A artista francesa Sophie Calle conquistou o primeiro lugar no Hasselblad Award 2010, prestigiado prêmio fotográfico, este ano em sua 30.ª edição, concedendo a vencedora cerca de 100 mil euros. O prêmio oferece também a ganhadora a possibilidade de apresentar uma exposição individual, ao longo de 2010, na sede da instituição sueca, o Hasselblad Centre, em Gotemburgo, Suécia. Nascida em 1953, em Paris, onde continua a viver, Sophie Calle tem-se destacado ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><a href="http://2.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/S5meafdp6xI/AAAAAAAAJoU/qsOnpHDojgk/s1600-h/sophie+calle.jpg"><img alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/S5meafdp6xI/AAAAAAAAJoU/qsOnpHDojgk/s320/sophie+calle.jpg" border="0" /></a><span> © Foto de Sophie Calle. Imagem da série intitulada “Prenez Soin de Vous” , vencedora do Hasselblad Award 2010.</span></div>
<div align="center">
<div align="justify">A artista francesa <strong>Sophie Calle</strong> conquistou o primeiro lugar no Hasselblad Award 2010, prestigiado prêmio fotográfico, este ano em sua 30.ª edição, concedendo a vencedora cerca de 100 mil euros. O prêmio oferece também a ganhadora a possibilidade de apresentar uma exposição individual, ao longo de 2010, na sede da instituição sueca, o Hasselblad Centre, em Gotemburgo, Suécia. Nascida em 1953, em Paris, onde continua a viver, Sophie Calle tem-se destacado no panorama da arte conceitual francesa, tendo-se especializado em investigar e expor traços da intimidade &#8211; a própria ou do outro &#8211; numa combinação de biografia, ficção e voyeurismo. Considerada inovadora na sua linguagem artística, a artista tem procurado mostrar a vulnerabilidade humana em toda a sua crueza e examinar as relações entre identidade e intimidade, analisando os mecanismos de construção da história oficial. Exemplo disso é a série vencedora do Hasselblad Award 2010, apresentada em 2007, na Bienal de Veneza, intitulado “Prenez Soin de Vous” (Cuide de você), e inspirado numa carta de rompimento de uma relação que tinha recebido em 2005. A artista entregou o texto a 107 mulheres de várias idades e profissões para que tentassem interpretar aquela frase, filmou-as, fotografou-as e o resultado foi o trabalho apresentado em várias partes do mundo. No Brasil a série foi exposta em São Paulo, Salvador e Rio de Janeiro no segundo semestre de 2009.  O Prêmio Hasselblad será entregue a Sophie Calle em 30 de Outubro de 2010, numa cerimônia que ocorrerá no teatro de Gotemburgo. Fonte: LUSA</div>
</div>
<div><img width="1" height="1" src="https://blogger.googleusercontent.com/tracker/228587599448534889-3461143290828015214?l=imagesvisions.blogspot.com" alt="" /></div>
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		<title>O fotógrafo Tom Munro vai ajudar duas instituições de caridade na África</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 19:48:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Rabelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>

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		<description><![CDATA[ © Foto de Tom Munro. O ator Johnny Depp.
Podem ter comparecido dezenas de celebridades na cerimônia de entrega do Oscar neste ultimo fim de semana, mas foi na festa de pré-lançamento do livro do fotógrafo Tom Munro no sábado à noite que as estrelas realmente compareceram. O evento aconteceu na Galeria Melrose Place em Los Angeles, onde os retratos estão em exposição até o próximo sábado. O  livro de 240 páginas é repleto de imagens de celebridades e conta com um prefácio escrito por Madonna. O livro de ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><a href="http://1.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/S5lJLTZYHuI/AAAAAAAAJoM/FTWtnltaVTA/s1600-h/tom+munro+deep.jpg"><img alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/S5lJLTZYHuI/AAAAAAAAJoM/FTWtnltaVTA/s320/tom+munro+deep.jpg" border="0" /></a> <span>© Foto de Tom Munro. O ator Johnny Depp.</span></p>
<div align="justify">Podem ter comparecido dezenas de celebridades na cerimônia de entrega do Oscar neste ultimo fim de semana, mas foi na festa de pré-lançamento do livro do fotógrafo <strong>Tom Munro</strong> no sábado à noite que as estrelas realmente compareceram. O evento aconteceu na Galeria Melrose Place em Los Angeles, onde os retratos estão em exposição até o próximo sábado. O  livro de 240 páginas é repleto de imagens de celebridades e conta com um prefácio escrito por Madonna. O livro de capa dura traz retratos de estrelas como Ashton Kutcher, Tom Cruise, Brooke Shields, Christina Ricci, Daniel Craig, Dustin Hoffman, Beyonce, Ewan McGregor, Jake Gyllenhaal, Johnny Depp, Jude Law, Julianne Moore, Justin Timberlake, Leonardo DiCaprio, Lady Gaga, Matthew McConaughey, Naomi Campbell, Patrick Dempsey, Rob Lowe, Scarlett Johansson, e muitas outras. A foto de Madonna é capa do livro. &#8220;A idéia é vender as fotografias e levantar dinheiro para as duas instituições de caridade africanas que nós vamos beneficiar&#8221;, disse Munro.Veja mais fotos de Tom Munro <a href="http://www.tommunro.com/photography">Aqui</a></div>
</div>
<div><img width="1" height="1" src="https://blogger.googleusercontent.com/tracker/228587599448534889-6386637644431862761?l=imagesvisions.blogspot.com" alt="" /></div>
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		<title>Entrevista &#124; Thiago Barros</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 17:28:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foto: Thiago Barros. Da série Intimidade
Quem ouve o carioca Thiago Barros falar sobre fotografia se surpreende com tanta experiência e conhecimento. O jovem fotógrafo, que está com a mostra Metrópoles – Paris exposta em Brasília, começou a fotografar muito cedo. Aos 12 anos de idade, já fazia parte da Sociedade Fluminense de Fotografia. A curiosidade e a necessidade de poupar custos o levaram a conhecer uma de suas paixões: o laboratório. Os 16 anos de experiência como laboratorista trouxeram às mãos de Thiago trabalhos de renomados fotógrafos brasileiros, como Evandro ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><p><img class="aligncenter size-full wp-image-13124" src="http://www.fotoclubef508.com/blog/wp-content/uploads/Thiago-Barros_2002_7_Nadar-3.jpg" alt="Thiago Barros_2002_7_Nadar (3)" width="500" height="500" /></p>
<p>Foto: <a href="http://www.thiagobarros.com/" target="_blank">Thiago Barros</a>. Da série <em>Intimidade</em></p>
<p>Quem ouve o carioca <a href="http://www.thiagobarros.com/" target="_blank">Thiago Barros</a> falar sobre fotografia se surpreende com tanta experiência e conhecimento. O jovem fotógrafo, que está com a mostra <em>Metrópoles – Paris</em> exposta em Brasília, começou a fotografar muito cedo. Aos 12 anos de idade, já fazia parte da Sociedade Fluminense de Fotografia. A curiosidade e a necessidade de poupar custos o levaram a conhecer uma de suas paixões: o laboratório. Os 16 anos de experiência como laboratorista trouxeram às mãos de Thiago trabalhos de renomados fotógrafos brasileiros, como Evandro Teixeira, Rogério Reis e Walter Carvalho. Atualmente, o trabalho do fotógrafo Thiago Barros se sobrepôs ao do laboratorista. Premiado na França em 2005, Thiago dá continuidade ao projeto <em>Metrópoles</em> em Brasília, onde esteve recentemente, quando visitou e ministrou workshop no <strong>Espaço f/508 de Fotografia</strong>.</p>
<p>Por Júlia Salustiano</p>
<p>Clique <a href="http://www.paratyemfoco.com/blog/2010/03/entrevista-thiago-barros/" target="_blank">aqui</a> para ler, na íntegra, o primeiro post do f/508 em colaboração com o blog do Paraty em Foco.</p>
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		<title>Intervenção Desnuda</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 17:28:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foto: Rinaldo Morelli. Da série Giselle
A partir de amanhã (11), as ruas da cidade de Pirenópolis, em Goiás, serão ocupadas pelos participantes e visitantes da 1ª Mostra do Circuito de Criação em Pirenópolis &#8211; Intervenção Desnuda, que integra a programação da segunda edição da Festa Literária de Pirenópolis (FLIPIRI). A inauguração da exposição acontecerá no espaço Câmara e Cadeia.
Intervenção Desnuda é uma iniciativa que reúne os artistas do Circuito de Criação em Pirenópolis e convidados, que apresentam suas obras utilizando um suporte comum: um busto feminino. Cada artista interfere no ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><p><img class="aligncenter size-full wp-image-13107" src="http://www.fotoclubef508.com/blog/wp-content/uploads/Rinaldo_Morelli_Giselle1-3.jpg" alt="Rinaldo_Morelli_Giselle1 (3)" width="500" height="500" /></p>
<p>Foto: <a href="http://www.rinaldomorelli.com/portugues/index.asp" target="_blank">Rinaldo Morelli</a>. Da série <em>Giselle</em></p>
<p>A partir de amanhã (11), as ruas da cidade de Pirenópolis, em Goiás, serão ocupadas pelos participantes e visitantes da <em>1ª Mostra do Circuito de Criação em Pirenópolis &#8211; Intervenção Desnuda</em>, que integra a programação da segunda edição da Festa Literária de Pirenópolis (FLIPIRI). A inauguração da exposição acontecerá no espaço Câmara e Cadeia.</p>
<p><em>Intervenção Desnuda</em> é uma iniciativa que reúne os artistas do Circuito de Criação em Pirenópolis e convidados, que apresentam suas obras utilizando um suporte comum: um busto feminino. Cada artista interfere no suporte da forma que melhor condiz com a sua proposta, gerando resultados surpreendentes.</p>
<p>A mostra<em> </em> é composta pelos trabalhos de Vera Michels, Roque Pereira, Mercedes Monteiro, Claudia Azeredo, Rosane Regis, Cristina Galeão, <a href="http://www.rinaldomorelli.com/portugues/index.asp" target="_blank">Rinaldo Morelli</a> e outros artistas. A série <em>Giselle</em>, do fotógrafo Rinaldo Morelli, é resultado de uma busca pelo inusitado com pitadas de surrealismo.</p>
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